Sobrevivencia

Inovação: tem que ser apenas para sobreviver?

Pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) demonstra que as empresas estão inovando para sobreviver no mercado. “As empresas reconhecem que não poderão competir no mercado se não inovarem”, diz a diretora de inovação da CNI, Gianna Sagazio. Segundo dados trazidos pela pesquisa, 47% dos entrevistados diz que não será nem alto, nem baixo quando perguntado “qual o grau de inovação na indústria brasileira nos próximos cinco anos?”. 

Como falamos em uma matéria, a inovação é algo inevitável, pois sem ela a empresa não irá durar. Isso fora falado por Jeff Bezos, CEO e também fundador da Amazon, um dos maiores E-commerce do mundo. 

Para a CNI,  o resultado da pesquisa mostra que as indústrias estão mais preocupadas com o futuro de seus negócios e é uma consequência incorporar novidades, fomentando as chances de sustentabilidade das empresas. Porém, para a diretora de inovação da CNI, a crise econômica leva o setor industrial a priorizar gastos básicos, como o pagamento de funcionários. A inovação, diz a diretora, fica em segundo plano. “Isso não é adequado porque a empresa pode deixar de existir se ela não mudar.”, diz Sagazio.

Inove para sobreviver

De acordo com Moacir Miranda, chefe de departamento e professor da Faculdade de Economia e Administração da USP, a inovação na indústria no país é menos disruptiva e mais incremental. A inovação disruptiva é o processo radical de transformação, como a substituição da máquina de escrever pelo computador, onde a máquina ficará obsoleta. Para que isso ocorra o professor acredita que isso depende mais de financiamento de pesquisas em desenvolvimento e tecnologia. Já o processo de inovação incremental, como o próprio nome dá a entender é a otimização de processos e produtos, que já é um processo natural dentro de empresas a fim de diminuir custos. 

O Brasil possui a quase 15 anos um sistema diversificado de fomento à inovação na indústria, com programas diversos. Dentro deste processo, a MEI (Mobilização Empresarial pela Inovação), coordenada pela CNI, organizou um inventário com mais de 80 instrumentos de financiamento à inovação em empresas, o MEI Tools. A ideia é facilitar o acesso das empresas às linhas existentes, bastante fragmentadas. E neste catálogo, os programas são separados por modalidade entre recursos reembolsáveis e não reembolsáveis, , como por exemplo a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), fundos, incentivos fiscais e capacitação técnica.

A Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), por sua vez, opera num modelo peculiar, no qual investe até um terço do valor dos projetos de inovação tecnológica, e o resto é dividido entre o  ICT (Instituto de Ciência e Tecnologia) responsável pela P&D (P&D) e a empresa proponente.

Lei do Bem Inovação para sobreviver

A agência que teve seu início em 2014 até o ano de 2018 investiu em torno de R$ 360 milhões no desenvolvimento de inovações. As áreas que mais receberam esse tipo de investimento foram: biotecnologia, materiais e química e tecnologias da informação e comunicação. Já a contribuição privada nesses projetos foram em torno de R$ 535 milhões ao todo. De 2014 o valor inicial foi de R$ 4,5 milhões, enquanto que em 2018 o montante chegou a R$ 222. 

Para o diretor de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Ericsson, Edvaldo Santos “A EMBRAPPI representa a modernização brasileira dos incentivos à P&D.” Tal afirmação é corroborada pelos diferentes prêmios de Inovação que a Ericsson, apoiada pela Embrapii, recebeu nos últimos meses. 

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PESQUISA E INOVAÇÃO: VISÕES E INTERSEÇÕES

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O intuito desta obra é apresentar as relações entre conceitos, processos e resultados das áreas de pesquisa acadêmica e da área de inovação no Brasil