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Número de Patentes brasileiras não acompanha incremento de gastos em P&D

Como já divulgado em outras mídias, o Brasil pode sair do grupo das dez maiores economias industriais do mundo. Historicamente havia uma coerência na trajetória da indústria nacional e do mundo. Esse panorama mudou em 2013, quando havia  10% de avanço no exterior contra uma média de 15% de queda no Brasil, o que explica o desaparecimento de postos de remuneração mais alta típicos da indústria. 

 Investimentos em pesquisa e desenvolvimento dos setores público e privado somam 1,2% do PIB, o que não é desprezível considerando-se que a China aplica 1,9% e os EUA, 2,7%. Se de um lado o país registrou aumento (39,9%) no número de pesquisadores e ascendeu em publicações científicas na década passada, por outro lado as patentes geradas no Brasil não somam nem 1% das depositadas no sistema internacional, o Patent Cooperation Treaty. 

Indo no sentido oposto, a China está assumindo a liderança, ante os Estados Unidos, em patentes registradas. O diretor-geral da OMPI (Organização Mundial da Propriedade Intelectual), Francis Gurry, ressaltou a crescente liderança em inovação da Ásia, que arrebatou dois terços das patentes totais em 2018. “A Ásia segue na frente das demais regiões no que diz respeito à apresentação de solicitações de patentes, marcas, desenhos industriais e outros direitos de propriedade intelectual, que estão na base da economia mundial”, afirmou o diretor. 

Uma pesquisa realizada pela USP (Universidade de São Paulo) no primeiro semestre sobre essa estagnação do setor industrial concluiu que a inovação é baixa devido à inércia das próprias indústrias: “Dentre as que inovam, a grande maioria o faz sem cooperação e, predominantemente, via aquisição de máquinas e equipamentos”, diz a pesquisa. 

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PESQUISA E INOVAÇÃO: VISÕES E INTERSEÇÕES

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O intuito desta obra é apresentar as relações entre conceitos, processos e resultados das áreas de pesquisa acadêmica e da área de inovação no Brasil