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Pesquisa em São Paulo gera retorno para o Estado

De acordo com o livro lançado em setembro de 2018, Contribuição da Fapesp ao desenvolvimento da agricultura do Estado de São Paulo, o investimento da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) entre os anos de 2013 a 2018 em P&D gerou um rendimento maior do que o esperado. A cada R$ 1,00 (um real) investido em pesquisa e desenvolvimento no setor agropecuário, R$ 12,00 (doze reais) voltaram de alguma forma para o estado de São Paulo.

O estudo foi realizado por pesquisadores da USP que constataram que somente em relação aos recursos destinados pela fundação a bolsas, projetos de pesquisa e infraestrutura nos campos da agronomia e agricultura produziram um retorno de R$ 27 para cada R$ 1 investido. “Isso é o resultado de investimentos em pesquisa e de políticas públicas de longo prazo, mantidas de forma razoavelmente consistente pelas instituições públicas do Estado de São Paulo nos últimos 60 anos”, afirma o economista Alexandre Nicolella, pesquisador USP envolvido no projeto.

O setor agropecuário paulista é responsável por 18%  do valor da produção agrícola total do país, de acordo com Maria Auxiliadora de Carvalho, pesquisadora aposentada do IEA (Instituto de Economia Agrícola). O mesmo setor em 2017 gerou em torno de R$ 267,9 bilhões, o equivalente a 13,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado de São Paulo. Por possuir uma agricultura diversificada, essa esfera paulista – dentro das 25 culturas mais importantes do país – é uma das três maiores produtoras de 16 culturas.

Um bom exemplo são as plantações de laranja, entre as quais 72% ficam em São Paulo. Somente o suco de laranja movimenta 3% do PIB do Estado. “No caso da laranja, há uma pequena agregação de valor à matéria-prima. A indústria transforma um valor de R$ 1,66 bilhão da produção da laranja em R$ 1,97 bilhão de suco, o que representa uma agregação de 18,7%. Já a indústria sucroalcooleira transforma R$ 4,8 bilhões de cana em R$ 13,6 bilhões de açúcar e etanol, quase triplicando o valor da matéria-prima”, diz  Geraldo Sant’Ana, professor da Esalq, que também está no estudo.

Isso demonstra que o investimento em pesquisa e desenvolvimento em vários setores poderão gerar um retorno para a economia do país a longo prazo e consequentemente melhora para sua empresa devido movimentação financeira. Para mais detalhes, o estudo pode ser acessado na revista da Fapesp.

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