Gt Inovação

Brasil versus Mundo: confira a posição brasileira no ranking de inovação.

O Brasil perdeu duas posições no Índice Global de Inovação, sendo agora o 66º lugar dentre as 129 nações do ranking. A lista é realizada pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI)  em conjunto com o “Institut Européen d’Administration des Affaires” (Instituto Europeu de Administração de Empresas – INSEAD) e a Universidade Cornell (EUA). 

Na liderança estão países como Suíça, Suécia, Estados Unidos, Holanda e Reino Unido. Os indicadores para a formação da lista somam mais de 80, dentre eles se incluem desde os valores de taxas de depósito de pedidos de propriedade intelectual, medição de aplicativos criados para smartphones, gastos com educação, até publicações científicas e técnicas.

Se segmentarmos a amostra somente pelos países latino-americanos e Caribe, o Brasil fica em 5º lugar, perdendo para países como: Chile (51º), Costa Rica (55º), México (56º) e Uruguai (62º). Na comparação com os demais países dos denominados BRICS (Rússia, Índia, China e África do Sul), entretanto, o Brasil está em último lugar.

Dos sete pilares analisados pelo índice, o Brasil foi considerado com notas altas em quatro deles: capital humano, infraestrutura para inovação, sofisticação dos negócios e produção de conhecimento. Foram apontados como pontos positivos a presença de empresas globais no Brasil e a escala do mercado local. Mas nossos piores resultados estão relacionados aos pilares sofisticação de mercado, instituições e produtos criativos. Entre as nossas fraquezas estão: dificuldade para iniciar um negócio (106ª posição no mundo), aprendizado de matemática e leitura 64º), infraestrutura (102º), disponibilidade de crédito (105º), capital de risco (61º) e aumento na produtividade do trabalho (96º).

Para a Sueli Pereira, gerente-executiva de inovação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a posição ocupada pelo Brasil no ranking não é compatível com o tamanho de sua economia, a 9ª maior do mundo. “Quando olhamos a relação entre inovação e o PIB (Produto Interno Bruto), vemos que os países que investem acima de 2% dele em inovação têm uma posição diferenciada. O Brasil investe 1,2% de seu PIB.”

Para avançar, segundo ela, o Brasil precisa além de investir em pesquisa para o avanço tecnológico repensar as burocracias impostas ao ambiente de negócio local, a fim de auxiliar empresas a se tornarem mais competitivas em escala global

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O intuito desta obra é apresentar as relações entre conceitos, processos e resultados das áreas de pesquisa acadêmica e da área de inovação no Brasil